segunda-feira, outubro 17

Participação Especial no Meu Monarca Favorito

Lenda de Ãatá
Clique na imagem para ler a Lenda de Ãatá


Hoje saiu mais um texto meu no blog Meu Monarca Favorito, ilustrado pelo Tiburcio. A Lenda de Ãatá é o enredo da ópera O Curumim, peça-chave desta nova fase da história do Monarca.

Recomendo a leitura! O Tiburcio tem muitas surpresas para exibir nos próximos capítulos.


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quarta-feira, julho 14

Minha Participação Especial no "Meu Monarca Favorito"

Fiz uma participação especial no blog Meu Monarca Favorito, do Tiburcio. É uma historia ambientada no 2º Reinado, que utiliza a simpática figura de D. Pedro II como inspiração. A ficção animando nosso passado.

Criei o texto de apresentação da República da Esboróvia para um anúncio de revista em duas cores. Esboróvia é o país vizinho ao Império, criado especialmente para esta webcomic. Tem até bandeira e hino, o qual também fui convidado a escrever.

Recomendo muito a visita ao blog dele, viu? É um prazer e um orgulho poder ser um colaborador do Monarca.


Conheça a Esboróvia
CLIQUE NA IMAGEM PARA VÊ-LA MAIOR



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segunda-feira, março 15

Vota Queu Conto #3 - Resultado

Demorou mas valeu a pena! :D

Finalmente, depois de muitas semanas de atraso, vamos ao resultado da terceira votação, que resultou no início #4.

Fiquei realmente muito empolgado com o resultado. Espero que vocês apreciem:



Capa Cordel Primeiro - Jabaculê Rufião no Dia de sua Dura Condenação


CORDEL PRIMEIRO
Texto: André Lasak
Ilustrações: Tiburcio


INTRODUÇÃO
Esta é a história de Jabaculê, o cangaceiro cospe-fogo,
que assustou Lampião num ritual de mau agouro;
quem esta história lê, ou muda de cidade ou fica desnorteado,
porque fará mal pra você, quer tenha bondade ou seja malvado;
aguarde emoções e alegrias, sustos e fantasias,
mentiras e verdades, soluções e divanias;
porque esta é a história de Jabaculê, o cangaceiro arranca-corno,
que cobriu Maria Bonita e levou de Lampião o adorno.


Imagem 01 Cordel Primeiro - Jabaculê Rufião no Dia de sua Dura Condenação


I

No aniversário de meu padim Padi Ciço
Ano de nosso sinhô Jesus Cristim 1907
Nascia Januário Sebastião do Bom Viço
Um cabra macho que a dura vida promete

Perdeu a mãe na noite nascida
A dinda no inverno seguinte
O pai numa tocaia na lida
Avó de fome em conseguinte

O avô numa briga de bar
A outra avó de bexiga
O dindo em mais briga
O outro avô ao despertar


Imagem 02 Cordel Primeiro - Jabaculê Rufião no Dia de sua Dura Condenação


II

Criado foi no lombo do burro
De seu tio Jupirá Santinho
Um boiadeiro bom e miudinho
De fala mole e jeitão casmurro

Tomava leite de jumenta
Comia ovo de calango
Sede com água benta
Doença com pé de frango

Matava mutuca com peteleco
Aos dois e meio e pouco
Aos três já arrancava toco
Só com braço e perereco


Imagem 03 Cordel Primeiro - Jabaculê Rufião no Dia de sua Dura Condenação


III

Aos nove perdeu boiadeiro Santinho
Num buraco de cobra que se sentou
Corajoso que era nem mesmo chorou
Apenas enterrou seu tio Jú-paizinho

Agora era só o burro e Januário
Pelas bandas do seco Aricó
Andando magrinho de dar dó
E ostentando seu escapulário

De seca em seca o coitado persistia
Comendo o pão que o demo amassou
Depois que o burro por fim se esticou
Sozinho no mundo ele sobrevivia


Imagem 04 Cordel Primeiro - Jabaculê Rufião no Dia de sua Dura Condenação


IV

Agora que contava onze e meio
Roubava vendas e velhinhos
Moendas, ebós e doentinhos
Pra tentar comer de prato cheio

Aí que ele foi pego no susto
Por um jagunço irritadiço
De porte médio e robusto
Enquanto pegava chouriço

Apanhou até dizer chega
Foi aí que apanhou mais
Ao que gritou a galega:
- Dêxumininempáiz!


Imagem 05 Cordel Primeiro - Jabaculê Rufião no Dia de sua Dura Condenação


V

Galega nova, viçosa e bonita
Era a mais desejada do sertão
Então o jagunço largou o ladrão
Voltando ao trago em sua birita

- Minino, assim não se faz, não!
- Era só pedir pra Januária
- Que eu te dava o que era bão...
- Assim tu deixava de ser pária!

Como mãe Januária cuidou
Do pobre Januário magrinho
Tão bem que até de terninho
Na missa domingo ele usou


Imagem 06 Cordel Primeiro - Jabaculê Rufião no Dia de sua Dura Condenação


VI

Foram três anos bem felizes
Na vida de Januário Bom Viço
Mas a vida dura cobra as raízes
De quem deve seu compromisso

Foi que os cangaceiros chegaram
Pra acabar com a ingênua alegria:
Januária estuprada na catatonia
Foi assim. Sua cabeça cortaram.

O garoto pouparam pra contar o que vira
Antes, bateram tanto que até desmaiou
Ao acordar, nem mesmo acreditou
No que da vista a desgraceira lhe tira


Imagem 07 Cordel Primeiro - Jabaculê Rufião no Dia de sua Dura Condenação


VII

Januário gritou um ódio por demais avexado
Pelo que viu com seus pobres olhos doridos
- A vingança é o caminho de nós, oprimidos
- Pr’esses carniceiros, o mundo tá acabado!

- A partir de hoje sou Jabaculê
- O novo rei do cangaço
- E vou fazer com você
- O que jacaré faz com sanhaço!

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A história não acaba por aqui, caro leitor;
aguarde uma breve temporada, que a outra parte contarei;
tem muito mais dor, eu direi, que nesta já desembrulhada;
agüente firme e sem ardor a vingança de Jabaculê,
e descubra o que o cospe-fogo pode fazer com você.





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terça-feira, dezembro 1

Poesia Poeticolaborativa #1

A fim de testar a usabilidade e potencial do Google Wave, juntei alguns parceiros das letras que já estavam nos meus contatos e propus uma poesia colaborativa: escrevi os dois primeiros versos e observei o andamento.

Gostei do resultado. Tanto, que continuarei a propor esses exercícios por lá. Quem estiver interessado em participar, pode entrar em contato comigo que eu incluo nas próximas.

Boa leitura!


Participantes: André Lasak, Czarina, Lubi Prates, Mirella, Aline, Sthephie Borges e Luiz G. Amaral


Lubricidade

Devoto que era ao meu bom santinho
Defenestrei imediatamente aquela infiel
fosse ela o juiz e, eu mesmo, o réu
embora, fé ante fé, traçando meu caminho.

eu, que levava sua foto dentro do escapulário
deixei que me escapulisse, por tontura, tolice
desenfreado, louco e ensandecido, por "medice"
ou descuido, a santa do meu santuário.

"Não espere que eu seja breve", e sorri
só minhas noites sem sono sabem o quanto esperei
só minha libido sabe o quanto te desejei
Agora estás nua, como ao meu escapulário pedi

e nesse altar, meio santo, meio impuro
tens a mim e ao meu ensandecido mundo
Tens o chão, o céu, o meu cajado duro
E a libido que em teu corpo agora inundo.


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sexta-feira, maio 22

Fabio Ciccone - O Fim Está Próximo

Fuja!
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Fabio Ciccone. De Lençóis Paulista para o mundo.
Acabou de publicar a 500ª tirinha da webcomic seqüencial Magias & Barbaridades. Publica ilustrações aqui, aqui e aqui.
E fala o que pensa no Twitter.


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Leandro Jardim - O mundo, o tudo e seus fins

Quando chegar o fim,
mesmo que do mundo,
por certo ainda não
será o fim de tudo.

Mesmo que nós, amorfos,
em nossas efêmeras vidas
como disse um filósofo
em suas pensadas linhas

sejamos mera luz, partícula,
ridícula e fugaz centelha
entre os dois infinitos de breu
do qual o Tudo é constituído,

nem fim nem continuidade
existirão, porque só aos olhos
da humanidade é concedida
a ilusão de conceber

o que fica ou o que é tido
como real algum dia.
Pois a extinguir-se o que é vida,
já não teremos mais existido.




Leandro Jardim é poeta, letrista, escritor, comunicador e outras coisas mais em que o transforma o tempo. Seus trabalhos podem ser encontrados em raras livrarias e fartamente pela internet. Um bom ponto de partida é seu blog.
E fala o que pensa no Twitter.


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Renato Takahashi - É Findo o Mundo

É Findo o Mundo
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Renato "Takren" Takahashi é um preguiçoso carcamano (apesar de japonês) que resolveu viver a vida na maciota apenas fazendo desenhinhos... Se fudeu. Agora come o pão que o diabo amassou, mas tem um blog.
É criador do header da Semana Fim do Mundo.
E fala o que pensa no Twitter.


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Sergio Martorelli - Apocalipse Adiado de Novo!

Apocalipse Adiado
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Sergio Martorelli. Nascido em 1968. Ainda não morreu.
Mostra no Sala Especial coisas que nossas babás não mostravam.
E fala o que pensa no Twitter.


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