sexta-feira, dezembro 15

Personagens para Livros - 16ª Pessoa

ATENÇÃO! Não deixe de participar da história interativa, logo abaixo! E escolha uma das continuações para o texto de quarta-feira que vem!

Personagem 16: Caixa de Papelão

Pequena Biografia Ambientacional:
Nasceu gimnosperma, que foi triturada até ser transformada num polissacarídeo com o nome simpático de (C6H10O5)n, Com Um Valor Mínimo de n=200. O sobrenome "Com Um Valor Mínimo de n=200" era sempre a sua "piada pronta", que mencionava, claro, que possuía o valor máximo. Bom, para um polímero de cadeia longa composto de um só monômero, carboidratado, até que seu senso de humor era interessante.

E foi pra fábrica, e recebeu um banho de processo sulfato, e virou Kraft. Kraft, na língua dos polissacarídeos, é um termo de baixo calão para denominar as castas designadas ao trabalho duro, como transporte e armazenamento. E virou Caixa de Papelão.

Caixa de Papelão era depressiva. Queria ter virado Papel Couché, e servir para leitura, e ser útil para educar ou entreter. Mas não. Virou um reles "Kraft". A escória. A minoria. O cocô do cavalo do bandido. Porque, afinal, cavalos são ruminantes e digerem celulose, certo? Mas Caixa de Papelão provavelmente seria comida pelo cavalo de um bandido. A escória. A minoria. O cocô do cavalo do bandido. Porque, afinal, cavalos são ruminantes e fazem duas vezes a mesma coisa. Te mastigam, te vomitam, te mastigam de novo e te engolem. Pior que a danação no inferno.

Mas o destino de Caixa de Papelão seria diferente. Diferente, claro, para uma de sua estirpe. Estava passando em frente a uma loja um artista excêntrico, que olhou admirado para Caixa de Papelão. "Que cor! Que presença! Que ângulos!" - gritou o artista excêntrico. Pagou um dinheiro pro dono da loja, e levou Caixa de Papelão dentro do seu carro, no banco de trás. Lá, conheceu Revista Velha, Casca de Banana, Plástico Bolha, Guimba e Camisinha Usada. Sujeitos simpáticos e divertidos.

Todos eles foram empilhados pelo artista excêntrico, e colocados dentro de uma redoma de vidro. Assim, eles ficaram expostos nos maiores museus de todo o planeta. E Caixa de Papelão, mesmo sendo um "Kraft", a escória, a minoria, o cocô do cavalo do bandido, acabou virando obra de arte milhonária, porque o artista excêntrico morreu logo em seguida devido a um ataque de sanidade suicida.



Pessoas anteriores: Ícaro; Panacéia; Blub; ?????; María de las Dolores; Plink; Heptúnio; Amanda; Damião; Ãatá; Nayara; Isaías; Borboleta do Tempo; Naca; Gideão e a Gaivota


NOTA IMPORTANTE: EU SEI que cavalos NÃO SÃO ruminantes. Mas sei também que Caixas de Papelão não pensam. Ou sim. Nem eu, às vezes. Ou não. Vale tudo num texto de fantasia.

7 Quimeras:

@ dezembro 15, 2006 11:32 AM, Blogger A czarina das quinquilharias disse...

puxa. isso é tão... estranho.

 
@ dezembro 15, 2006 11:46 AM, Blogger Fabio Ciccone disse...

Lindo... lindo mesmo... que deus abençoe o surrealismo e o non-sense

 
@ dezembro 15, 2006 12:58 PM, Blogger Tahkren disse...

Só mesmo um Kraft para achar que um cavalo é ruminante...

Boa Lasak!

 
@ dezembro 15, 2006 1:53 PM, Blogger Luzzsh disse...

Oi Lasak,

Haha....estória do Patinho Feio Quadrado e Reciclado!!! Adorei.

Beijos...

 
@ dezembro 15, 2006 1:58 PM, Blogger Poeta Matemático disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Eh, ne?

Uma coisa eh uma cosia e outra coisa eh outra coisa...

rsrsrs

E a caixinha virou milhardaria....

hehehhe

 
@ dezembro 17, 2006 2:50 PM, Anonymous Anônimo disse...

Vale tudo quando trata-se de ser-fantástico-no-que-escreve...

Beijo.
:)

 
@ dezembro 17, 2006 6:03 PM, Blogger Letícia Lopes disse...

Puta imaginação!

 

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